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Presidente do Corinthians contesta ameaças a atletas: “Todos estamos indignados”

Responsável pela gestão do Timão, Duilio Monteiro Alves repudiou últimos fatos mediante atuações da equipe paulista

Brasileirão

Presidente do Corinthians contesta ameaças a atletas: “Todos estamos indignados”

Presidente do Corinthians contesta ameaças a atletas: “Todos estamos indignados”

O Corinthians retomou o caminho da vitória na temporada após três jogos consecutivos (duas derrotas e um empate). O triunfo aconteceu na tarde deste domingo (11), fora de casa, diante do Botafogo por 3 a 1, na estreia da Série A do Campeonato Brasileiro 2022.

Apesar da retomada da confiança do time, o presidente do Timão, Duilio Monteiro Alves, condenou novamente as ameaças virtuais a jogadores do clube.

Os acontecimentos ocorreram durante a última semana. Além disso, o dirigente do alvinegro questionou a atuação da imprensa nas ocorrências.

Em um dos trechos da nota oficial divulgada pelo gestor, o Corinthians opta por “encarar a luta contra a violência, as ameaças de ódio e o abuso como mais uma bandeira, orgulhosamente empunhada, pelo bem do futebol brasileiro”.

Um dos alvos de torcedores do Coringão foi o experiente goleiro Cássio, juntamente à sua esposa.

Ambos sofreram ameaça de morte de um perfil anônimo por meio das redes sociais.

Outro atleta da agremiação que chegou a ser citado nos áudios foi o zagueiro Gil, com longa passagem pelo Corinthians.

Após a vitória sobre o Glorioso, no Rio de Janeiro, Cássio avaliou os acontecimentos fora das quatro linhas e lamentou os fatos.

“Fiquei chateado com algumas coisas que vinham saindo, respeito muito a imprensa, sempre fui um cara que dava entrevista quando o time perdia, quando falhava, quando errava, sempre fui honesto e coerente. Mas tem de tomar muito cuidado quando ficam soltando notícias mentirosas, que não são verdade. Sou um cara de muito caráter, eu sei de onde eu vim. Sou muito grato ao Corinthians, são mais de 10 anos no clube, sempre tentei fazer o melhor e vou fazer o melhor, não é porque ganhei títulos e jogos que vou me acomodar nos meus números, no que conquistei.”

Então fiquei chateado com as pessoas envolverem meu nome com panela, com uma série de coisas, panelinha, time rachado, isso não existe no Corinthians. Pode perguntar ao presidente, ao Alessandro, ao nosso diretor e ao treinador mesmo. Falando de mim, é só vocês verem, tenho feito tudo o que o treinador pede, de jogar mais com os pés, então fico chateado, sabe? Respeito a crítica, sou ser humano, erro, mas jamais vou me sentir maior que a instituição. Tudo o que aconteceu com minha família e esposa, essas ameaças, a gente sente, não vou dizer que não sinto, que não fiquei chateado, mas é bola para frente, seguir trabalhando, tem coisas muito boas pela frente”, finalizou.

Em síntese, o arqueiro, de 34 anos, teve sua situação auxiliada pela diretoria do Corinthians e por seus empresários.

A princípio, ele chegou a ser aconselhado pela família a pensar na possibilidade de sair do time paulista.

Posteriormente, os autores das ameaças foram identificados.

“Na posição de presidente do Corinthians, me sinto indignado com a sucessão de episódios que vivemos nesta semana, como atletas, como dirigentes e como pessoas.

Depois de nossa viagem à Bolívia, vimos que as redes sociais e muitos setores da imprensa esportiva alimentaram, sem ressalvas, um sentimento de vergonha. Atletas honrados e com grande história no clube foram atacados em seu profissionalismo e, sem que nada de concreto fornecesse quaisquer evidências, foram acusados de uma suposta “panela” contra o técnico Vítor Pereira. Um punhado de opiniões emitidas em redes sociais, algumas vezes baseadas em supostas “fontes ouvidas”, foi suficiente para que o boato se disseminasse.

No dia seguinte, vimos a violência se instalar por meio de ataques e ameaças virtuais dirigidos aos atletas e suas famílias, com mensagens ameaçadoras motivadas por um ódio que entendemos não ter lugar no futebol. Também fomos alvos os membros da diretoria de Futebol Profissional e eu.

Quero lembrar a todos que, desde o ano passado, o Brasil tem tipificado em suas leis o crime de perseguição (stalking), e a perseguição virtual também se enquadra no Código Penal.

Movido por minha indignação e por meu dever como presidente do Corinthians, fiz aquilo que vários comentaristas da imprensa cobravam: ordenei a reunião de todas as ameaças para que fossem entregues à Polícia Civil, que, num trabalho elogiável, identificou e ouviu os autores.

Ainda assim, o que se seguiu foi a violência das fake news. Setores irresponsáveis da imprensa reproduziram declarações mentirosas de um influencer que, em suas redes sociais, me acusou de forma caluniosa, enquanto ele mesmo ADMITIA que me enviou mensagens de ódio.

De forma inacreditável, veículos inverteram os papéis, tornando um suspeito em vítima e a vítima – no caso, eu, Duilio Monteiro Alves – em acusado. Publicaram sem questionamentos e sem checagem dos fatos uma versão de que eu teria articulado com jornalistas a acusação de que o mesmo teria ameaçado não a mim, mas ao Cássio.

Nenhum dos veículos que reproduziram a matéria me procurou para que eu pudesse me defender da absurda acusação de falsa denúncia. Isso é jornalismo? O crime é mais tolerável quando se ameaça um dirigente em vez de um jogador?

Todos aqui no Corinthians estamos indignados. Nos últimos meses, vimos episódios de violência contra o Bahia, o Inter, o Flamengo, contra nós. Muito difícil não ficar com a sensação de que estamos rumando para uma tragédia, do tipo que pode até suspender um campeonato.

Não quero ver isso. Ninguém quer ver isso. Acredito que é nosso dever mover todos os esforços possíveis para desarmar essa bomba. E convidamos todos os setores do futebol a nos acompanhar. Vamos precisar da ajuda e da sensibilidade do torcedor nessa jornada.

Decidimos encarar a luta contra a violência, as ameaças de ódio e o abuso como mais uma bandeira, orgulhosamente empunhada, pelo bem do futebol brasileiro.

Desde a última sexta-feira (8), o Corinthians está em contato com a CBF, clubes de todo o Brasil, Federação Paulista de Futebol e órgãos da Segurança Pública a fim de encontrar um esforço conjunto para garantir a integridade de todos os que participam do espetáculo do esporte.

Não acreditamos no futebol como um lugar de ódio. Por mais que as redes sociais pareçam uma terra de ninguém, acreditamos nas leis, nas autoridades e, seguindo nossa vocação para as causas de interesse da coletividade, faremos de tudo para que o direito a segurança de todos os envolvidos no espetáculo se estabeleça, em nome de um futebol mais humano.”

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