Olho vivo! O que fica de lição para o Santos no mata-mata do Paulista

O desejo de não esmorecer na luta pelo título paulista ficou ainda mais latente no Santos ao fim da fase de grupos da competição. Por mais que não tenha sofrido escoriações com a derrota por 3 a 2 para o Novorizontino, em jogo polêmico no último domingo, a equipe tem muito a refletir até as quartas de final contra a Ponte Preta (para o bem e para o mal).Em boa parte do confronto da Arena Corinthians, o Peixe mostrou que a “dobradinha” entre Jean Mota e Soteldo funcionou de maneira promissora. Caindo pela esquerda, o venezuelano manteve sua postura aguerrida, entortou adversários e abriu caminhos para investidas da equipe. Além disto, ele e Jean Mota souberam confundir a marcação. Em alguns momentos, era o camisa 41 que pendia mais pela esquerda e deixava Soteldo com espaço pelo meio. O gringo, inclusive iniciou o contra-ataque no qual Uribe avançou para que Marinho marcasse seu segundo gol.
Jean Mota é visto como um dos caminhos promissores para o Santos surpreender os futuros adversários.- Mota é um jogador especial. Não tem posição, fica como médio, avançado. Não o vejo como número 10. Quando a equipe precisa de mais liberdade, precisa de mais estrutura, pode contar com ele. Trata-se de um jogador que finaliza muito bem – afirmou o técnico Jesualdo Ferreira.Outro jogador que voltou a mostrar bom poder de fogo foi Marinho. Lançado novamente como titular, o camisa 11 se apresentou para jogadas e indicou um caminho ideal para que o Alvinegro Praiano saiba se impor. Além da finalização precisa da intermediária mostrada no primeiro gol, a velocidade e o senso de colocação voltaram a ser decisivas na etapa final.Entretanto, o Santos ainda vê alguns caminhos nos quais precisa aprimorar. Um deles é a cautela em relação às faltas: foi a terceira partida consecutiva na qual a equipe teve um jogador expulso. Desta vez, foi o atacante Uribe.Além disto, mesmo com a expulsão de um centroavante, o restante da equipe afrouxou sua marcação (em especial pelo lado esquerdo). Um relaxamento destes pode custar caro no mata-mata.Outra preocupação aconteceu com a sucessão de mudanças promovidas por Jesualdo. O Peixe perdeu sua força ofensiva à medida que o segundo tempo foi se desenrolando, nitidamente devido à bronca com a arbitragem. O emocional será bastante testado em uma partida de mata-mata. Cabe ao técnico Jesualdo Ferreira saber como o Peixe não se desencontrar em uma partida decisiva.- Quero virar as coisas para dentro do meu grupo. Ver quais foram os erros cometidos para que não venham a acontecer mais – disse.O português ainda detalhou, em entrevista divulgada pela Santos TV.- A equipe cumpriu os planos que tínhamos para este jogo, descansamos alguns atletas. Se formos fixar nos resultados, é o terceiro tropeço.  Mas acredito que tivemos uma progressão boa – declarou.Na luta por separar o joio do trigo, o Santos inicia sua preparação para enfrentar a Ponte Preta nas quartas de final do Campeonato Paulista.

Fonte: Lance