Milagres fala sobre ‘preparação corrida’ do Patrocinense para jogo contra o Galo

Os times de Belo Horizonte conseguiram retomar os treinos antes das equipes do interior. Com exceção do trio da capital e do Tombense, que voltaram em maio, o restante retornou em junho e até em julho, caso do Patrocinense. O adversário do Atlético na noite desta quarta (29), pela 11ª rodada do Campeonato Mineiro, teve 16 dias de preparação até o jogo diante do Galo. No último fim de semana, com 13 dias de treinos, o Patrocinense foi derrotado em casa pelo Boa Esporte, que também vivia situaçao delicada. O time de Varginha fez apenas um trabalho coletivo antes do duelo em Patrocínio. Ao Super.FC, o técnico Milagres, comandante do Patrocinense, comentou sobre o tempo que o clube teve para se preparar até o retorno do Mineiro. “A preparação foi corrida, bem atípica do que é o ideal para a prática do futebol de alto rendimento. Dentro dessa preparação, tivemos que acelerar os processos das partes física, técnica e tática. O futebol já é um esporte de erros, então imagina com o tempo escasso como foi. Tivemos 13 dias de preparação para o jogo contra o Boa Esporte. As dificuldades são imensas, mas a gente já sabia o que ia enfrentar. Estamos trabalhando com afinco para tentar acelerar o processo”, afirma o treinador. O Campeonato Mineiro foi interrompido em meados de março em decorrência da pandemia do novo coronavírus. A competição ficou parada por mais de quatro meses até o último domingo (26), quando foi retomada. Neste intervalo, as equipes foram retornando aos poucos a partir de autorizações de suas cidades e projeções que iam sendo feitas para o recomeço do Mineiro.  “Os maiores desafios têm sido o entendimento com relação à coletividade e ao entrosamento da equipe. Isso você não consegue contratar. Isso você só consegue com tempo de treinamento, com a repetição, com sequência de jogos”, destaca Milagres. O Patrocinense chegou a dispensar todo o seu elenco, retornando com apenas seis jogadores. O clube contratou mais 16 e também acertou com Milagres já durante a pandemia. Ele conheceu o elenco de perto já em meados de julho e tem tentado otimizar o trabalho, mesmo com um tempo tão curto. “É tudo muito rápido para que você tenha e exija um resultado positivo de tudo. É lógico que todos nós estamos fazendo nosso máximo, os atletas têm se empenhado muito dentro da condição física em que se encontram. Não se pode fazer mágica. No futebol, muito menos, por um espaço de tempo tão curto”, completa o técnico do Patrocinense. Diferente do time do interior, o Atlético foi o primeiro a voltar aos treinos. A equipe de Sampaoli retomou suas atividades em 19 de maio após autorização da prefeitura de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde está localizada a Cidade do Galo. O Patrocinense briga por uma vaga no Troféu Inconfidência, que vai contemplar os times que terminarem a primeira fase do Mineiro entre a quinta e a oitava colocação. Para isso, precisa vencer ou torcer por tropeços de URT (contra o América) ou Boa Esporte (contra o Tupynambás).

Fonte: O Tempo