O mundo do futebol brasileiro se despede de José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que faleceu na madrugada deste domingo (20), aos 93 anos. O dirigente estava internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e a causa de sua morte ainda não foi divulgada. Ele teve uma longa trajetória no esporte, iniciando sua carreira como presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) entre 1982 e 1988. Em 2012, assumiu a presidência da CBF, sucedendo Ricardo Teixeira, que ocupou o cargo por mais de duas décadas. Durante seu tempo à frente da CBF, José Maria Marin ficou marcado por sua ligação a um escândalo de corrupção que envolveu a FIFA, resultando em sua prisão em 2015 na Suíça, após uma investigação do FBI.
Em 2018, ele foi condenado a quatro anos de prisão por várias acusações, incluindo conspiração para recebimento de dinheiro ilícito e fraude relacionada a competições como a Libertadores e a Copa do Brasil. A FIFA, por sua vez, o baniu do futebol por toda a vida. Após cumprir parte de sua pena, ele retornou ao Brasil em 2020, devido à pandemia. No entanto, em 2023, Marin sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), o que complicou ainda mais sua saúde. Além de sua carreira no futebol, ele também teve uma trajetória política, sendo vereador e deputado estadual em São Paulo, além de ter exercido a função de vice-governador durante a gestão de Paulo Maluf. Então, a morte de José Maria Marin marca o fim de uma era e deixa um legado controverso na história do futebol brasileiro.