Cruzeiro projeta arrecadação de R$ 25,6 milhões com sócio em 2021

Com a reformulação do programa sócio do futebol, o Cruzeiro projeta alcançar no próximo ano um faturamento de R$ 25,6 milhões, que estaria próximo ao que o clube arrecadou em anos como 2013, 2014 e 2015. Esse valor seria o dobro da média anual de R$ 12,4 milhões de arrecadação com o programa, de acordo com análise do clube. Quem destacou a informação foi o presidente Sérgio Santos Rodrigues, que baseou o otimismo na projeção feita pelo departamento de inteligência do clube, dirigido por Matheus Gonzaga, após as amostragens já sensíveis após a superlive quando do retorno do clube aos gramados, a vitória sobre a URT por 3 a 0, no dia 26 de julho.  Em gráfico apresentado na reunião do conselho, o clube aponta ter faturado historicamente R$ 198 milhões de reais, uma média de R$ 12,4 milhões por ano, com o sócio torcedor. O ano de maior de rendimento foi em 2014, com cifras superiores a R$ 38 milhões. Para esse ano, a projeção é a menor desde 2012, com pouco mais de R$ 9 milhões.  “Dentro dos sócios, o porquê da Reformulação. o Matheus Gonzaga (head de inteligência) já tinha explicado, a gente está tentando fazer da forma mais didática, mas estamos à disposição, é que o Cruzeiro percebeu em todo o tempo de existência deste programa, que começa lá com o cartão 5 Estrelas, chegou a ter 32 modalidades de sócios diferentes. Então, ele, Matheus, especificamente, é um cara que trabalhou com números na Coca-Cola, Nestlé, ele vem de multinacionais, analisando números de mercado para ajudar a delinear como serão os produtos que essas empresas vão lançar. É basicamente isso que ele fez com o sócio-torcedor, nos ajudou a colocar esses nomes de forma mais simples, de forma mais objetiva, que todos saibam quem é maior que tal, com benefícios muito mais atraentes, inclusive atingindo nosso sócio do interior e exterior, que era uma demanda que a gente tinha muito grande de como motivar essas pessoas a fazerem sócio se elas não conseguem ir tanto ao estádio”, destacou Sérgio Santos Rodrigues durante apresentação aos conselheiros nessa segunda-feira.  “Esses números nos animaram muito. Esse é o histórico de todos os nossos programas de sócio e o nosso faturamento. E é com base nisso que a gente toma decisão no Cruzeiro hoje. Se a gente pegar projetado, a gente tem projetado para 2021 com o que já está fechado hoje, porque hoje a gente aplica a nova modalidade também de recorrência, não necessariamente você pode pagar 12 vezes, você pode pagar a modalidade de recorrência e ir pagando direto igual o pagamento de um Netflix, por exemplo. A gente tem projetado para faturar nos 12 meses para frente R$ 25,6 milhões de sócio-torcedor. É um número que quase chega perto aos momentos que a gente teve mais ascensão recente no time que é 2013, 14 e 15, quando a gente pega pelos números qual foi o faturamento com o programa nessa época”, acrescentou o mandatário celeste.  Sérgio Santos Rodrigues reforçou que o valor apontado é uma estimativa de arrecadação e, portanto, não pode ser utilizado, por exemplo, para o pagamento das dívidas que o clube possui, como alguns poderiam sugerir. É interessante observar no gráfico apresentado pelo mandatário que a estimativa é positiva independentemente do acesso. “Aí as pessoas podem perguntar, se você vai ter isso, pega esse dinheiro e utiliza, não precisa vender imóvel. Mas isso não tem nada a ver. Estamos falando projeção, e projeção é coisa distinta porque quem paga na modalidade recorrência, eu não consigo antecipar o dinheiro dela, além de antecipar nunca ser a melhor opção porque vira uma operação financeira. Então, só para deixar isso claro, é uma projeção que indica o que acreditamos que vai acontecer diante dos números que a gente teve desde que relançamos essa nova modalidade de sócio na superlive do último domingo”, explicou o presidente do Cruzeiro.  A quantidade de sócios apontada como oficial pelo clube é ainda desconhecida. A última listagem dá conta de 58.408 sócios, sendo 40.518 da modalidade Reconstrução e 17.890 das demais categorias. Todavia, os números são do dia 31 de janeiro, quando dos apontamentos exibidos pelo Conselho Gestor no Portal da Transparência. A falta de jogos com torcida, grande atrativo do programa, e a crise financeira gerada pela pandemia é um grande desafio para o clube no que tange à manutenção e aquisição de novos sócios. Por isso, o clube vem tentando reformular o programa, além de oferecer novas opções exclusivas pensando no centenário do time, que será celebrado no próximo ano.

 

Fonte: O Tempo