Xodó do Cruzeiro, Cacá mostra irreverência nas redes e evolução dentro de campo

Cacá é um dos poucos atletas do Cruzeiro que passou ileso às cobranças oriundas do descenso no ano passado. Cria da Toca, ele mostrou completa identificação com a Raposa, algo que a cada nova declaração e postura é reforçado. Ele se sente à vontade com o uniforme azul. Nos meses que antecederam a suspensão do futebol, ele esteve na mira do clube para uma possível venda. O Athletico-PR e até mesmo o futebol russo mostraram interesse, mas o jogador permaneceu na Toca.  Essa condição de incerteza sobre seu futuro, tendo em vista a complicada crise financeira que o clube atravessa, fez com que Cacá perdesse até mesmo a condição de titular, com Adilson Batista testando outras opções no setor e se preparando para uma eventual transferência. Mas Cacá permaneceu na Toca e com a retomada do futebol voltou a ocupar sua posição de titular no sistema defensivo. A irreverência  Receita de limonada suíça do Cacá. Vejam as medidas e sigam certinho. (Gosta pouco de açúcar)😂 pic.twitter.com/FXShlUcroq — #InformativoCruzeiro (@Cruzeiro_merc) July 19, 2020 A personalidade irreverente do jovem jogador faz a festa dos torcedores, que logo trazem à memória declarações como o ‘minitigue’, o prato favorito do defensor; ou ainda uma receita de limonada suíça com uma quantidade de açúcar um tanto quanto exagerada. Ou ainda nos treinamentos, como o rachão 5 estrelas, transmitido para a torcida, em que ele era o nítido personagem da zoeira. Ultimamente anda prometendo pintar até o bigode se o clube bater 400 mil inscritos no YouTube. Alô Nação Azul, nossa campanha de crescimento no Youtube continua. E o Cacá lançou o desafio para vocês. Atualmente temos 335.362 inscritos, se chegarmos nos 400K ele vai pintar o bigodinho! Então, inscreva-se em nosso canal e marque as notificações. ➡️ https://t.co/jMvYNxkmxq pic.twitter.com/d4OTPdUMfb — Cruzeiro Esporte Clube (de 😷) (@Cruzeiro) July 27, 2020 Retribuição  Na volta ao futebol, nada poderia ter sido melhor para o zagueiro, o autor do gol que abriu o caminho para o triunfo sobre a URT por 3 a 0. Cacá simboliza hoje o que o Cruzeiro almeja. E ele, à sua maneira, retribui como pode o esforço que o clube sempre fez por seu futebol.  Antes de ser aceito pelo clube, Cacá sofreu uma fratura logo quando foi aprovado pela Ponte Preta. Poderia ser o fim da linha para o jogador, mas o Cruzeiro, poucos meses depois, o acolheu, o integrando ao time sub-15. Desde lá, a Raposa tornou-se a casa do atleta. Quando foi integrado ao profissional, um episódio em que foi detido com maconha também poderia ter esfriado suas chances, mas o Cruzeiro, na época com Mano, manteve o jogador. Não obstante, talvez sejam por esses e outro tantos motivos que ele ressalte seus objetivos pelo clube.  “Sabemos que o clube precisa de dinheiro e que o momento não é legal. Eu sempre falo nas entrevistas que só vou sair se for algo muito bom para mim e para o clube. Fora isso, eu pretendo ficar, pretendo crescer no Cruzeiro, ser um ídolo e ficar marcado na história para que todos se lembrem de mim. Meu pensamento é ajudar o Cruzeiro. Quero ajudar a levar o clube de volta ao lugar de onde não deveria ter saído”, disse o zagueiro, em live do programa Abrindo o Jogo, no Instagram. Encaixe no Cruzeiro de Enderson  A visão de jogo de Cacá o transforma em uma das peças para a execução do estilo de jogo que Enderson planeja. Contra a URT, já foi possível ver o defensor com autonomia para iniciar a construção de jogadas. A impulsão do atleta também foi outra marca registrada, deixando sua marca com um gol de cabeça, o segundo dele pelo Cruzeiro.  “Um gol muito importante no começo de jogo, pude aproveitar muito bem a oportunidade que tive. Foi mais um gol aí dos sonhos, e agora é batalhar para, se Deus quiser, ajudar o Cruzeirão cabuloso com outro gol no próximo jogo”, simplifica o zagueiro, visto como uma das grandes joias do Cruzeiro atual.    Cacá renovou recentemente seu contrato com o time celeste até o fim de 2022. No passe do atleta, o Cruzeiro avalia ter 60% dos direitos, sendo que 10% foram repassados ao próprio jogador. O restante – 30% – é do Ubaense, clube da Zona da Mata Mineira, que iniciou o processo de formação de Cacá.

 

Fonte: O Tempo