Volta sem previsão de Dedé dificulta Cruzeiro e trava mercado para o defensor

Um investimento de risco. A definição sobre o futuro de Dedé, sua sequência ou saída do Cruzeiro, passa por sua recuperação física após mais uma intervenção cirúrgica no joelho direito. Em Volta Redonda, ele segue sua reabilitação. Mas ainda não há previsão para que ele possa retomar atividades com os demais companheiros. Vinculado à Raposa até o fim do ano que vem, o zagueiro é uma das grandes incógnitas do clube.  Por seu quadro atual, uma venda é praticamente algo riscado da lista de seus representantes. “Sempre temos sondagens pelo Dedé praticamente todo o ano, e mesmo com essa situação de nova cirurgia houve ainda alguns contatos”, apontou Giuliano Aranda, um dos empresários de Dedé (o outro é Ubiraci Cardoso), em entrevista ao Super.FC.  “Porém, é complicado vender um jogador lesionado. As situações envolvendo o jogador não foram adiante. Mas o Dedé é um atleta que tem contrato com o Cruzeiro, sempre deixou claro seu respeito com o clube”, acrescentou o agente do zagueiro.  No início do ano, o clube chegou a emitir uma carta para os agentes autorizando negociações com o futebol chinês, mas as tratativas não foram adiante. Outro clube interessado foi o Vasco, mas as condições não teriam agradado.  Aranda esteve na Toca da Raposa II recentemente para tratar com a nova diretoria do Cruzeiro sobre o futuro de seu cliente. Uma conversa inicial amistosa. Recentemente, quando do início do trabalho de Enderson Moreira com o elenco, Dedé esteve na live junto com os demais atletas do atual grupo celeste.  Todavia, o agente é certeiro ao dizer que o desenrolar da situação de Dedé atualmente depende exclusivamente da recuperação do zagueiro.  “O que aguardamos hoje é a recuperação do Dedé para poder sentar com o Cruzeiro e avaliar quais as opções serão tomadas. O Dedé, em nenhum momento, falou que gostaria de deixar o Cruzeiro. Tudo que pudermos fazer para chegar a um consenso, faremos”, explicou o empresário, que possui bom trâmite no clube estrelado e também com membros do atual departamento de futebol, como o diretor técnico Deivid, que chegou a comandar Dedé no próprio Cruzeiro.  Recuperando-se longe dos espaços de treinamento da Raposa, Dedé vem recebendo o teto salarial estipulado pelo conselho gestor no início do ano. O atual momento do Cruzeiro exigiu recentemente que o clube optasse por rescindir os vínculos com os veteranos Edílson e Robinho. Uma previsão alentadora aponta para a possibilidade de Dedé voltar a treinar com o grupo no mês de setembro. Com o calendário apertado devido à pandemia, o jogador poderia ser reincorporado ao elenco de Enderson Moreira. Todavia, há rejeição por parte da torcida ao atleta, principalmente por sua postura no ano passado, quando teria  sido um dos pivôs da saída do técnico Rogério Ceni.  Quando trouxe Dedé em 2013, o Cruzeiro pagou R$ 14 milhões por 45% dos direitos do atleta. O clube contou com a ajuda de um investidor. Apesar de todo o drama que atravessa, Dedé é ainda o jogador com o maior valor de mercado da Raposa. Pelo menos é o que aponta o site alemão Transfermarkt. O zagueiro está avaliado em 2 milhões de euros, que na cotação atual renderia R$ 12,24 milhões.

 

Fonte: O Tempo