Vice do Galo defende venda de restante do Diamond e explica panorama

Para o vice-presidente do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha, o clube deve vender o restante do shopping Diamond Mall para pagar sua dívida (exceto a fiscal) e aproveitar uma “possibilidade incrível”. O Galo tem uma dívida de cerca de R$ 700 milhões, sendo R$ 230 milhões de dívida fiscal. Em 3 de julho de 2017, o Conselho Deliberativo alvinegro aprovou a proposta de venda de 50,1% do Diamond Mall para a Multiplan, por R$ 268 milhões. Como o acordo foi oficializado pelas partes somente em 20 de janeiro deste ano,  o valor foi atualizado para R$ 297 milhões, dos quais o Atlético recebeu R$ 6 milhões. Os R$ 291 milhões restantes serão pagos em 36 parcelas mensais e consecutivas, segundo o último balanço do clube, desta forma: (i) uma parcela no valor de R$ 23,74 milhões em 45 dias contados do fechamento da operação; (ii) três parcelas mensais no valor de R$ 11,87 milhões; (iii) duas parcelas mensais de R$ 8,9 milhões; e (iv) trinta parcelas mensais no valor de R$ 7,12 milhões. Todas as parcelas serão atualizadas monetariamente pela variação do CDI O Atlético ainda possui 49,9% do Diamond, e para Lásaro Cândido da Cunha, o ideal é vender o restante do shopping. Em entrevista exclusiva ao Super.FC, o dirigente explicou o motivo. “Tem uma comissão estudando isso e vários cenários, mas eu não tenho a menor dúvida de que o único patrimônio disponível que o Atlético tem para fazer frente a essa dívida é o shopping, e a questão é muito simples: em novembro de 2030, o Atlético teria os 49,9%. Hoje, o Atlético fatura 15% do lucro que dá o shopping, que dá algo em torno de R$ 8 a 9 milhões. Digamos que o Atlético tivesse esses 49,9% hoje… O faturamento do shopping em termos de líquido, é em torno de R$ 53 milhões por ano. No cenário de exploração de shopping, teria que inverter, o administrador cobraria 15% e o restante seria para o titular”, explicou o vice-presidente atleticano. “Fazendo essa simulação, se a gente tivesse esses 49,9% hoje, a gente teria em torno de R$ 20, 22 milhões por ano no melhor dos cenários. E aí, tem que verificar que pagamos uns 50% de juros, então, em poucos anos, nós perdemos o shopping todo. É a coisa mais óbvia do mundo. Você tem que vender um bem para não ficar pagando juros, ou os juros consomem tudo: estádio e tudo. A pessoa que não tem essa noção, que fala que o shopping vai ser a liberdade do Atlético… Se eu não resolver esse problema até lá, essa dívida vai consumir tudo. Isso não existe. O Atlético pode ser um clube sem dívidas, apenas a fiscal parcelada, com um estádio que, quando estiver pronto e produzindo resultado, vai ter valor de R$ 1 bilhão, porque vai produzir muito, um centro de treinamento que é dos melhores do mundo, dois clubes de lazer, a sede… É incrível a possibilidade. Agora, se a cabeça não trabalhar, o corpo vai sofrer, porque vamos perder uma oportunidade que não deveríamos perder”, concluiu o dirigente.

Fonte: O Tempo