Tombense x Caldense representa força do interior, garantido na final do Mineiro

Uma das semifinais do Campeonato Mineiro acontecer entre Tombense e Caldense já dá a certeza de que uma equipe do interior estará na decisão, fator que fortalece o trabalho feito fora da capital e que traz uma importante novidade, uma vez que o clássico Atlético e Cruzeiro se enfrentando no momento mais importante não vai acontecer, como seu deu na grande maioria dos anos. Enquanto a Tombense chegou para a última rodada já classificada e de olho na liderança, a Caldense ainda tinha uma pequena chance de não estar presente na semifinais, o que seria um desastre. A Veterana poderia perder por até dois gols de diferença para o Cruzeiro, dentro de casa, que tinha presença certa na fase seguinte. A derrota por 1 a 0 coroou um trabalho que começou com desconfiança após goleada de 6 a 1, sofrida para o São Paulo, antes do Campeonato Mineiro começar. Os times têm em comum a boa campanha na fase de classificação diante de uma história bem diferente. Enquanto a Caldense completa, em 2020, 95 anos de vida, o Tombense teve seu time profissional criado em 1999.  Os dois times têm incomodado os grandes da capital nos últimos anos, acostumando-se a brigar pela classificação. A Caldense chegou a ser campeã em 2002, em uma edição sem os times da capital. Depois disso, foi quarta colocada em 2004, 3ª em 2008 e vice em 2009. Em 2015, voltou a ficar com a segunda posição, antes da quinta posição nos dois anos seguintes.  Desde 2013, ano em que fez sua estreia na elite, é a terceira vez que a Tombense se classifica para as semifinais. Em todos os anos, sempre brigou direto pela classificação, com exceção de 2016. O ápice do projeto acontece neste ano com a liderança do Estadual, que enche o time de motivação não só para chegar na decisão como para a disputa da série C. “O resultado do Mineiro nos deixa confiantes no aspecto moral, existe um grande entrosamento de todos tanto dentro quanto fora do campo. O grupo fica forte mentalmente e, por isso, devemos lutar com todas as forças em cada jogo”, comenta o técnico Eugênio Souza, que está em sua terceira passagem pelo clube. Conhecer o projeto e as pessoas que fazem parte dele, desde o começo, deu a ele a certeza de retornar para um local em que o trabalho teria uma boa estrutura e possibilidade real de sucesso. “Fui o treinador do clube na conquista da série D do Brasileiro em 2014. Depois, retornei em 2018 e 2019 na série C, quando a equipe estava em situação delicada correndo risco de descer de divisão, mas conseguimos manter. De especial com o clube, tem a minha identificação com o projeto. Um dos objetivos é trabalhar com jogadores jovens pra desenvolvê-los, tenho muita identificação com a cidade, gosto muito de Tombos, do povo, e me dou muito bem com o Leandro (diretor) e principalmente com o presidente Lane”, revela o treinador.  Os dois times esperam fazer um bom trabalho na reta final do MIneiro para chegar com tudo no que os meses seguintes reservam. A Caldense está na disputa da série D deste ano e do próximo (caso não suba de divisão). Já a Tombense está na série C e quer superar o melhor resultado da sua história. Em 2017, o time foi eliminado pelo CSA nas quartas de final. A presença na semi garantiria a equipe na série B, um objetivo que segue na mira de um projeto que foi muito além do que alguns poderiam imaginar. “Começamos o ano sabendo que tínhamos dois torneios em disputa. O objetivo no Mineiro era classificar entre os quatro. Na série C, queremos o acesso. O trabalho da comissão técnica e o entendimento e dedicação dos atletas está fazendo a diferença para nossos bons resultados”, completa Eugênio.

 

Fonte: O Tempo