‘Tô com saudade’: Autor de hit para o Cruzeiro, ‘Das quebradas’ realiza sonho

“Sou Cruzeiro desde que me conheço por gente. Frequento o Mineirão desde 1994, fui um dos 132.834 presentes no recorde histórico de 1997”. Wanderson Simões Silva, ou como é popularmente conhecido e reconhecido como o rapper “Das Quebradas” ou “D.Q” é mais um dos milhões de torcedores da Raposa espalhados pelo mundo e, finalmente, teve um sonho que sempre conservou em relação ao clube realizado.  #TOCOMSAUDADE pic.twitter.com/9IAWkiReAE — DΔS QUΞΒɌΔDΔS (@DasQuebradasDQ) July 23, 2020 “Eu tenho músicas minhas que são cantadas pela torcida, mas faltava uma oficialmente pelo clube. Era uma luta minha de anos mandando mensagem e tentando contato com o clube pra lançarmos esse rap. E agora consegui”, disse o rapper, em entrevista ao Super.FC.  Na arquibancada, todos irão cantar Meu Cruzeiro, pra sempre eu vou te amar.https://t.co/axBckgJzsc Acesse e jogue conosco. 🔵⚪️🦊#SaudadeDeTeVerJogar pic.twitter.com/AOyz9EIocP — Cruzeiro Esporte Clube (de 😷) (@Cruzeiro) July 23, 2020 Com uma música em homenagem à história vitoriosa do clube e símbolos como a torcedora Salomé, que faleceu no ano passado, o rapper foi um dos destaques da tradicional live do presidente Sérgio Santos Rodrigues. A música ‘Tô com saudade’ embala até uma campanha da equipe na retomada do futebol. O Cruzeiro joga no próximo domingo, às 11h, no Mineirão, contra a URT, pela 10ª rodada do Estadual.   “Inspiração é o que não falta à história do Cruzeiro. Muito grande, repleta de títulos, superação desde sua fundação quando éramos chamados de forma pejorativa pelos rivais de “Os do Barro Preto” por estarmos à margem da Avenida do Contorno”, exaltou o músico ao explicar as referências para a produção.  “Então eu fiz um pequeno recorte disso e citei figuras que deveriam ser patrimônio do clube, como é a Dona Salomé. É apenas a primeira de muitas que quero fazer e história e o que não vai faltar”, promete o rapper “Das Quebradas”.  Uma conquista para quem nunca mediu esforços pelo Cruzeiro, como o próprio compositor conta. Época que até esperava do lado de fora do Mineirão para poder pegar nem que fosse 15 minutos finais de partidas no Gigante. “Minha adolescência foi Mineirão nos finais de semana. Às vezes eu nem conseguia dinheiro pra entrar e esperava abrirem os portões pra entrar faltando 15 minutos para acabar o jogo”, conta o músico.  “Das quebradas” espera que, com a chance de levar seu amor pelo Cruzeiro para toda a torcida e também fanáticos por futebol, o funk e o rap, estilos musicais sempre marginalizados, ganhem mais espaço e se transformem em verdadeiros hinos da torcida. Pela repercussão junto à diretoria e também os cruzeirenses nas redes sociais, o rapper já conquistou admiradores.  “O rap e o funk ainda são vistos como algo marginal por grande parte da sociedade e lançar um rap que é a música que eu dediquei e dedico minha vida pelo Cruzeiro, meu clube de coração e conhecido mundialmente. É mágico, um sonho realizado tanto pessoal quanto profissional”, finalizou o rapper.

 

Fonte: O Tempo