Times do interior chegam a 80% de remontagem de elenco na volta do futebol em MG

Os nove times do interior promoveram uma renovação média de 58% em seus elencos entre a paralisação do Campeonato Mineiro, em março, e a retomada do futebol, no último fim de semana. Em alguns clubes, a mudança foi drástica, chegando a 80%, como nos casos de Villa Nova, URT e Patrocinense. Esses times só mantiveram quatro ou cinco atletas de um grupo entre 20 e 23 nomes. Na outra ponta dessa situação, Tombense e Uberlândia mexeram menos no elenco. A equipe de Tombos, atual líder da competição, manteve 15 dos 22 jogadores (68% de manutenção) e, a do Triângulo, fez novos contratos com 12 dos 21 atletas que já tinha (57% de manutenção). Para chegar a esses dados, o Super.FC comparou as súmulas das partidas da nona rodada, antes da parada, e da 10ª rodada, a primeira depois de quatro meses de interrupção provocada pela pandemia do novo coronavírus. Em números absolutos, apenas 80 dos 190 jogadores do interior relacionados na nona seguiram em seus clubes (42% do total). Na reunião do Módulo I que confirmou a volta do Campeonato Mineiro, no dia 7 de julho, os clubes decidiram revogar o artigo 30 do Regulamento Específico da Competição (REC) para que fosse autorizada a inscrição de jogadores que vestiram a camisa de um time por uma outra equipe neste restante de competição. Isso se refletiu na prática, mas em número pequeno. Apenas seis jogadores mudaram de time, cinco deles para vestir a camisa do Villa Nova: o lateral-direito Jefferson, o lateral-esquerdo Izaldo, o meio-campista Carlos Magno e atacante Fernandinho, todos vindos da URT, além atacante Jhulliam Pires, ex-Uberlândia. O Boa Esporte também contratou o volante Daniel, que estava na Caldense. O levantamento mostra ainda que 104 atletas foram dispensados ou não foram recontratados por times de Minas por terem recebido propostas de clubes de outros Estados. Com base nas súmulas da 10ª rodada, foi possível verificar a contratação de, ao menos, 106 novos atletas para os jogos finais do torneio. Os números podem ser um pouco maior, uma vez que as súmulas não registram atletas não-relacionados. Alguns jogadores recontratados para a reta final testaram positivo logo na retomada dos treinos, como por exemplo o atacante Ademilson, do Tupynambás, ou foram diagnosticados com Covid-19 nos exames pré-rodada e não puderam entrar em campo.

Fonte: O Tempo