O enorme fracasso do SBT e do futebol carioca

Os números são termômetros indiscutíveis do fracasso do SBT e do Campeonato Carioca numa disputa com a Rede Globo que exibia um filme inédito na TV aberta, mas amplamente assistido nas mais diversas plataformas de cabo e streaming.
Ou seja, uma final envolvendo o clube de maior torcida do Brasil (segundo o IBOPE) contra uma reprise de obra cinematográfica, se tanto, avaliada com ‘três estrelas’.
Se as emissoras trocassem os produtos, alguém duvidaria do massacre da Globo diante de todas as rivais somadas?
O SBT conseguiu, no Rio de Janeiro, local em que, por razões óbvias, a atenção ao evento era maior, um empate em 26 pontos com a concorrente.
Em São Paulo, a tv de Silvio Santos foi massacrada: 11 pontos contra 31 da Globo.
Até mesmo no Nordeste, em que existe grande proliferação de flamenguistas, ocorreram derrotas acachapantes, como em Pernambuco, por 10 a 30.
É ‘tudo’ culpa do SBT?
Claro que não.
Vale lembrar que a maior audiência da história da emissora se deu numa final entre Corinthians e Grêmio, pela Copa do Brasil, em 1995.
Evidencia-se, no caso do Fla-Flu, que os estaduais não despertam interesse nem mesmo de torcedores mais fanáticos, o que amplia, ainda mais, a discussão para que sejam abolidos.
Mas é óbvio que, ainda nesse contexto, a fraca audiência se deu também pelo fato da emissora possuir baixíssima credibilidade, acentuada com a rejeição ao comportamento ‘jornalístico’ na cobertura do governo Bolsonaro, além das dificuldades técnicas inerentes a quem, há tempos, não trabalha em eventos ao vivo desse porte, sem contar a escolha da equipe de transmissão, em que o correto Téo José sofreu ao dividir espaço com nulidades da avaliação esportiva, como Carlos Alberto e Athirson.

Fonte: Blog do Paulinho