Na Justiça, Robinho vence Cruzeiro e fica livre para assinar com qualquer clube

O meia Robinho conseguiu na Justiça do Trabalho a liberação para assinar com qualquer outro clube do futebol brasileiro. O jogador discutia com o Cruzeiro sua questão contratual, uma vez que teve anunciada a rescisão de seu vínculo por parte da nova administração. A decisão foi tomada pela juíza Flávia Fonseca Parreira Storti, da 3ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. As partes ainda vão discutir as questões financeiras do imbróglio. O jogador tinha um dos maiores salário do elenco, recebendo quase R$ 450 mil mensais.  Duas reuniões foram realizadas entre as partes, mas um acordo não foi estabelecido, levando à aplicação da sentença por parte da Justiça. Robinho, de 32 anos, pedia a rescisão imediata de seu vínculo com a Raposa. O contrato se estenderia até dezembro de 2021. Apesar do comunicado do Cruzeiro, a recisão nunca foi efetivada, levando o atleta à Justiça.  O caminho optado por Robinho foi diferente do tomado por Edílson, que também teve a rescisão anunciada no mesmo dia do meia. O lateral-direito, por sua vez, entrou em um acordo com a Raposa.  Com a camisa celeste, Robinho realizou 180 partidas, com 25 gols marcados e 32 assistências. Ele conquistou dois títulos da Copa do Brasil pelo clube, além de dois títulos mineiros.  A dívida Nos autos do processo,, quando do encerramento do vínculo que se estenderia até o fim de 2021, o Cruzeiro tinha uma dívida com Robinho de R$ 2.169.792,10. O jogador ainda aponta que se viu obrigado a assinar o instrumento de confissão de dívida e repactuação de débitos, no qual acertou com o Cruzeiro o pagamento de R$ 1.792.348,86 em 29 parcelas mensais de R$ 89.617,44, a partir do dia 10 de abril de 2021; além do depósito R$ 377.771,38 na conta vinculada ao FGTS do jogador até o dia 30 de novembro de 2021.  A defesa do atleta ainda aponta que o jogador repactuou com o Cruzeiro o valor de R$ 300 mil de seus vencimentos mensais. No total, ele receberia R$ 450 mil, mas com a medida do conselho gestor de estabelecer um teto, o salário passou para R$ 150 mil. Dessa maneira, a diferença total bruta de R$ 3.900.000,00 durante o período de 01/01/2020 a 31/12/2020 seria recomposta e quitada pelo Cruzeiro em vinte parcelas mensais de R$ 195.000,00 a partir do dia 10/04/2021.

 

Fonte: O Tempo