Justiça indefere pedido do Cruzeiro contra Wagner e Itair; clube vai recorrer

A juíza Marcela Maria Pereira Amaral Novais, da 35ª vara cível de Belo Horizonte, indeferiu o pedido de “tutela cautelar antecedente” impetrado pelo Cruzeiro, que pleiteia bloquear R$ 6.861.243,06 das contas do ex-presidente do clube, Wagner Pires de Sá, e do ex-vice-presidente de futebol, Itair Machado. A magistrada compreendeu em sua decisão que o clube não apresentou provas contundentes que justificassem o pedido celeste. O Super.FC teve acesso à decisão.  “O autor (o Cruzeiro) não apresentou prova pré-constituída a revelar a ocorrência ou possibilidade de dilapidação do patrimônio dos réus, sendo que a justificativa do pleito cautelar está simplesmente calcada no temor subjetivo da parte autora, ante o elevado valor do prejuízo indicado, não se vislumbrando sequer de indícios de perigo de dilapidação dos bens pela parte contrária, restando apenas sua narrativa, de forma isolada. Destarte, ausente a prova concreta do perigo de dano ao autor neste momento processual, não há como conceder a tutela cautelar de arresto de bens”, justificou a juíza ao embasar a decisão.  Em contato com o Super.FC, o clube estrelado já manifestou que vai entrar com um pedido de agravo, no caso, com um recurso para recorrer da decisão. Por meio de sua conta oficial no Twitter, o deputado estadual e superintendente de relações institucionais e governamentais do Cruzeiro, Léo Portela, ressaltou que o clube não vai dar trégua na luta por reaver os valores considerados tomados pela gestão Wagner Pires de Sá.  “A justiça negou bloqueio em pedido liminar de UMA ação, vamos agravar e a discussão continua. Mas JÁ EXISTE BLOQUEIO em outra, onde pedimos ressarcimento dos gastos do cartão corporativo, que está sob segredo de justiça. Não haverá trégua e vamos lutar por cada centavo! (sic)”, postou.  O Cruzeiro entende que os pagamentos superiores a R$ 6 milhões foram realizados por meio de contratos nulos e fraudulentos. Para o clube, essas cifras eram ‘maquiadas’ e tinham como destinatário a empresa ‘Futgestão Assessoria e Consultoria Esportiva Ltda’, ligada a Itair Machado, ex-vice presidente de futebol do Cruzeiro, e sua esposa.  OUTRO PEDIDO, DESSA VEZ DEFERIDO Em outro pedido, a juíza Marcela Maria Pereira Amaral Novais deferiu, no caso, concedeu, por ora, a concessão da assistência judiciária gratuita, uma vez que, conforme relatório contábil anexado aos autos, o Cruzeiro vem apresentando resultado negativo. A Raposa alegou no processo que que passa por grave crise financeira “por força dos inúmeros desvios cometidos” e também por causa da pandemia do novo coronavírus.

 

Fonte: O Tempo