Inconfidência não é novidade para o Cruzeiro como ‘prêmio de consolação’

Desclassificado das semifinais do Campeonato Mineiro 2020, restou ao Cruzeiro a disputa da Taça Inconfidência. O torneio serve como consolação aos clubes que não avançaram no Estadual e consiste na disputa entre o quinto colocado contra o oitavo e o sexto contra o sétimo. Os vencedores farão a final na próxima quarta-feira (5). Neste sábado (1), a Raposa entra em campo às 14h30 (de Brasília), contra o Patrocinense, no Mineirão, mais para se manter em ritmo para a sequência da temporada, já que ainda disputa vaga na Copa do Brasil e tem como principal objetivo o acesso a Série A do Brasileiro. O título não irá acarretar em nenhum benefício técnico ao clube celeste, já que, pelo ranking, possui vaga garantida na Copa do Brasil em 2021, caso não venha a ser campeão da competição nacional neste ano. Mas a Taça Inconfidência não é novidade para o clube no que se refere a competições estaduais consideradas como premio de consolação. Ao longo da história, o Cruzeiro já disputou um torneio que não concedia vaga a nenhuma outra competição e que foi disputada apenas por não ter seguido adiante no Mineiro. Em 1955, o Cruzeiro terminou os dois primeiros turnos do Campeonato Mineiro no sexto lugar. O regulamento previa que o primeiro colocado geral (Democrata-SL) ia direto pro Triangular Final. Os times que ficaram entre segundo e quinto lugar disputaram o Terceiro Turno, que dava duas vagas para disputar o título com o Democrata-SL. Os times que ficaram do sexto ao nono disputaram o Torneio Coronel Oscar Paschoal, uma espécie de torneio consolação, como o Inconfidência de hoje. O Cruzeiro venceu os três adversários: Sete de Setembro (BH), Asas (Lagoa Santa) e Metaluzina (Barão de Cocais), mas não levou o título porque perdeu os pontos dos jogos contra Sete e Asas. O título, portanto, ficou com o Sete de Setembro. E outros torneios regionais também não são novidades para a Raposa, como o Supercampeonato Mineiro, em 2002. Naquele ano, Cruzeiro, Atlético e América disputavam a Sul-Minas e o objetivo era fazer com que os clubes de Belo Horizonte não tivessem um calendário muito apertado. Caldense e Mamoré também disputaram a competição por terem sido os melhores do interior no Mineiro daquele ano. O Cruzeiro se sagrou campeão do Supercampeonato Mineiro. Entre 1959 e 1961, a Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e a Federação Mineira de Futebol (FMF) promoviam a Copa Belo Horizonte, que era um torneio que antecedia ao Campeonato Mineiro. Três edições foram disputadas. Atlético, Cruzeiro e Renascença venceram uma edição cada um. Em 1995, Cruzeiro e Atlético marcaram um amistoso para o Independência, e o jogo valeu o Troféu Governador Eduardo Azeredo. Os times, que se preparavam para o Campeonato Brasileiro, mandaram para o jogo suas equipes titulares. Após empate no tempo normal, por 1 a 1, o Cruzeiro venceu nos pênaltis, por 5 a 3. Histórico Ao longo da história, o Cruzeiro disputou vários torneios amistosos estaduais e ganhou alguns como a Taça Dante Alighieri (1921), o Torneio Imprensa (1927), o Torneio Menotti Mucelli (1952), o Torneio Afonso Rabelo (1961), o Torneio do Bispo (1965) e o Torneio Mário Coutinho (1965). Há também as disputas do Torneio Início, competição que antecedia o Campeonato Mineiro. O Cruzeiro foi campeão em dez oportunidades (1926,  1927, 1929, 1938, 1940, 1941, 1943, 1944, 1948, 1966).

 

Fonte: O Tempo