Diretor do Galo detalha trabalho com a base e amparo psicossocial aos familiares

As categorias de base do Atlético têm realizado trabalhos remotos. Sem definição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quanto ao calendário das competições que envolvem as equipes de formação, ainda não há uma definição da retomada presencial da das atividades. De acordo com o diretor executivo da base do Galo, Júnior Chávare, o clube aguarda uma posição da entidade de forma que o retorno possa ser seguro. “Estamos em compasso de espera e ansiosos para fazer a retomada. Mas, ao mesmo tempo, muito preocupados de como vamos fazer todos os protocolos para que essas equipes retornem. Vamos esperar o posicionamento da CBF quanto ao calendário de retorno e, principalmente, com garantias e protocolos necessários para possamos voltar ao trabalho em segurança”, pontuou Junior em entrevista à TV Galo. Enquanto o departamento de formação do Atlético orienta os atletas com trabalhos à distância, também há a preocupação de uma atenção voltada aos familiares. Em tempos como o que estamos vivendo, de enfrentamento à pandemia, é necessário um amparo estrutural ao atleta e sua família. “Hoje, a equipe do departamento de formação está em plena atividade. Há ações diárias, de 3h a 4h por dia de atividades com os atletas. Os familiares também têm acompanhamento do nosso departamento psicossocial, porque neste momento as questões psicológica, familiar e socioeconômica são tão importante quanto as questões físicas, técnicas e táticas. O Galo tem abraçad as famílias dos atletas”, destacou Júnior. Júnior desenvolveu um projeto de formação no Atlético intitulado DNA Alvinegro, inspirado em modelos que aplicou em trabalhos anteriores. Antes do Galo, o diretor passou por clubes como São Paulo e Grêmio. No Atlético, o projeto vai  tentar potencializar principalmente o crescimento técnico e tático dos jogadorespor meio dos treinos de fundamentos. “As pessoas podem afirmar ‘mas todos os clubes já fazem isso’. Na prática, não é bem assim o que acontece. O DNA Alvinegro busca de fato resgatar as origens e aquilo que o atleta tem de melhor, com um acompanhamento mais preciso e individualizado de suas valências. Seguimos protocolos e metodologias das mais diferentes áreas do clube justamente para extrair o melhor de cada profissional. É um investimento que vai ter frutos a médio e longo prazo”, destacou. O nome DNA Alvinegro foi adaptado por Chávare no contexto do Atlético, mas o conceito foi inspirado em modelos aplicados em outros clubes, como citado. Em 2012, o diretor criou o Projeto Lapidar no Grêmio, por exemplo, envolvendo atletas de 12 a 20 anos. No Tricolor, alguns atletas de destaque passaram pelo projeto, como  Wallace (Udinese-ITA), Luan (Corinthians), Wendell (Bayer Leverkusen), Ramiro (Corinthians), Pedro Rocha (Flamengo) e Arthur (Barcelona). Mais recentemente, é possível citar Tetê, Jean Pierre, Pepê e Lincoln. Já em seu trabalho no São Paulo, atletas como o zagueiro Eder Militão, hoje no Real Madrid, e David Neres, atualmente no Ajax, destacaram-se no projeto de formação de Chávare.

 

Fonte: O Tempo