De aprendiz a mentor: recordando referências, Moreno é hoje exemplo no Cruzeiro

Há 13 anos, Marcelo Moreno era adqurido pelo Cruzeiro, cedido por um grupo de empresários espanhois que pagou US$ 400 mil (R$ 830 mil, na cotação da época) ao Vitória para ter direito a 90% dos direitos do atleta, sendo que 40% foram repassados à Raposa sem ônus. Um desconhecido, de apenas 19 anos, que foi acolhido por experientes nomes como Alecsandro e Roni, nomes do ataque no clube naquele ano, e que anos depois converteu-se em um dos jogadores mais aclamados pela torcida celeste e dono da seleção boliviana.  “Eu cheguei ao Cruzeiro como quarto, quinto atacante. Eu tinha referência no time titular, tinha o Alecsandro, tinha o Roni, tinha o Nenê, o próprio Fábio. A gente precisa de alguém que dê o exemplo, a gente precisa de alguém que te dê uma referência”, pontua Marcelo Moreno. “Eu tive essa referência quando cheguei ao Cruzeiro. O Fábio foi um grande amigo meu, que me acolheu, sempre me dando os melhores exemplos, tinha o Alecsandro também que eu via como ele se posicionava dentro da área, como que ele treinava para fazer gol”, acrescentou o camisa 9.   No Cruzeiro atual, o boliviano é agora o mentor. Papeis invertidos, mas que mostram a carreira sólida que o ‘Flecheiro’ estabaleceu ao longo dos anos. A referência para um ataque em sua total maioria composta por meninos.  “Hoje é um outro momento. Eu, com 33 anos, voltando novamente ao Cruzeiro, vendo o que o clube está construindo, essa linda história, com jogadores novos, e eu me vejo como um exemplo para eles. Então tudo que eu puder fazer para poder ajudar os que querem ouvir, os que querem fazer dentro de campo, eu vou estar aqui presente para poder ajudá-los no que eles precisarem”, reforçou o artilheiro.  Treze anos depois, a história de Moreno se assemelha, por exemplo, a do jovem atacante Thiago, atleta da base mais próximo à característica de centroavante ocupada por Moreno.  Na atual temporada, o Cruzeiro executou o pagamento de R$ 600 mil ao Verê, do Paraná, para comprar 70% dos direitos do atleta, de 19 anos. Em cinco jogos pela Raposa no ano, ele já foi às redes em duas oportunidades e teve presença assegurada no elenco principal com a chegada de Enderson Moreira.  “Ele é um dos atletas que eu me espelho muito, que tem me ajudado bastante dentro de campo e fora, com conselhos. Ele me passando essas dicas, se eu acatar, posso chegar, sim, em um nível igual ao dele também”, projeta Thiago.  Além de Thiago, a atual kinha de frente do Cruzeiro tem outros cinco jogadores abaixo dos 20 anos de idade: são eles, Gulherme (19), que possui características de centroavante; Iván Angulo (19), colombiano que finalmente poderá fazer sua estreia no futebol profissional do Brasil; Riquelmo (18), incorporado ao time profissional para testes; Stênio (17), observado por Enderson Moreira); e Vinícius Popó (19), com o time profissional desde a temporada passada. Acima dos 20, o Cruzeiro possui além de Moreno, Roberson, Judivan e Welinton, esse último com 21 anos.

Fonte: O Tempo