Cruzeiro: Sérgio afasta temor por bloqueio em venda de imóvel e cita Atlético

O Cruzeiro se prepara para aprovar nesta segunda-feira, em reunião no Parque Esportivo do Barro Preto, a alienação da Campestre II. Mas o clube, que vem sofrendo diversas ações na Justiça, seja no campo trabalhista ou tributário, enfrenta problemas para garantir que o dinheiro de uma possível venda do terreno seja destinada à prioridade do momento: o pagamento de dívidas na Fifa. A possibilidade de um bloqueio dos valores já havia sido questionada por alguns conselheiros do clube, dentre eles o ex-presidente José Dalai Rocha.  Sérgio Santos Rodrigues, atual presidente do Cruzeiro, foi questionado sobre o tema em entrevista à rádio Super 91.7 FM, e apontou que a possibilidade de um bloqueio neste sentido pode acontecer em qualquer outro valor financeiro que o clube possui, seja ele patrocínios fechados, a própria arrecadação da Operação Fifa. Mas que o mais importante no momento é votar pela venda da Campestre II e  não se intimidar com as discussões jurídicas que isso possa gerar.  “A gente tem planejamento, prevenção, é assim que a gente age hoje, e o doutor Dalai,como jurista que foi sabe que, a questão não é só da Campestre, se a gente for pensar em bloqueio de bens, isso pode acontecer em patrocínios, receita do sócio-torcedor, sobre qualquer outra receita. A Justiça pode dar qualquer coisa. Agora se a gente não for tomar atitudes […] porque é isso que o Cruzeiro precisa, de pessoas que chegam e façam acontecer, para não perder mais seis pontos igual se perdeu antes. Se for para tomar atitude com medo do que pode acontecer, ninguém vai fazer nada. O que estamos fazendo é buscando formas proativas e não só reativas de soluções para resolver os problemas do Cruzeiro, e essa certamente é uma delas, motivo pelo qual a gente espera que o Conselho hoje aprove essa venda”, salientou Sérgio Santos Rodrigues.  “Cabe a nós é ter um planejamento, a previsão, analisar os processos antes, para evitar que esse tipo de situação aconteça. Mas garantir, ainda mais se tratando do mundo do ordenamento jurídico, a gente não pode descartar nada. Mas, enfim, é importante só o torcedor e o conselheiro ficarem cientes disso, nós anunciamos diversas outras fontes de receita que não sofrearam bloqueios. Então, nosso trabalho, nosso empenho, é para que esse também não tenha”, complementou o presidente à Super 91.7 FM.  O mandatário celeste chegou a citar o exemplo do arquirrival Atllético, que efetivou em janeiro deste a venda de 50,1% do shopping Diamond Mall, em uma negociação que foi aprovada em 2017, por R$ 250 milhões, mas que foi fechada no valor atualizado em R$ 293 milhões, dinheiro revertido para construção da Arena MRV. Segundo Sérgio Santos Rodrigues, apesar de o Atlético apresentar situações delicadas no balanço devido às dívidas, o clube não sofreu nenhum tipo de bloqueio. “Mas a gente vê o outro time aqui de Belo Horizonte, o Atlético Mineiro, que fez uma venda substancial do seu shopping também com bastante dívida, com o balanço muito ruim, e nada aconteceu. Eu falo que a gente está acostumado a buscar as soluções e não os problemas, então nosso jurídico interno, nossos três escritórios fazem o trabalho de forma preventiva, além de, obviamente, a gente pensar em outras diversas situações para que isso aconteça da melhor forma e sem prejuízo para o Cruzeiro”, finalizou o dirigente.  O Cruzeiro estima receber R$ 14 milhões pela alienação da Campestre II. A expectativa é que a avaliação final seja apresentada ao Conselho Deliberativo nesta segunda-feira, antes da votação para a alienação.

 

Fonte: O Tempo