Cruzeiro se blinda em disputas de organizadas e presidente espera paz

A relação da gestão Wagner Pires de Sá com organizadas do Cruzeiro foi motivo de polêmicas. A matéria reveladora do ‘Fantástico’ no ano passado apontou pagamentos feitos pelo Cruzeiro a torcidas organizadas. À época, Itair Machado, vice-presidente de futebol, justificou que os valores eram ações de marketing e também voltadas ao social, tendo como plano de fundo evitar as conhecidas brigas entre facções rivais Máfia Azul e Pavilhão Independente.  Sérgio Santos Rodrigues, atual presidente do Cruzeiro, foi questionado, durante entrevista à Super 91.7 FM, sobre as ações que a diretoria poderia executar para evitar enfrentamentos e as punições que o clube recebeu em função desse comportamento. Mas o presidente celeste foi direto ao destacar que o tema não é de competência da diretoria.  “A gente não entra nisso. A minha relação com torcida organizada é a mesma com os outros torcedores, aquela que eu chamo de respeito. Os ouço como eu ouço torcedores do interior, de fora do estado, mas questões particulares não acho que sejam pertinentes à diretoria executiva do clube. Espero que eles priorizem a paz, e estejam a favor do Cruzeiro”, disse o presidente do Cruzeiro.  Neste ano, as organizadas do Cruzeiro vêm mantendo um clima de paz. Foi criado, por exemplo, o Conselho Azul, que distribuiu cestas básicas aos afetados pela pandemia em comunidades da região metropolitana de BH. Eles contaram com o auxílio de atletas, como o atacante Marcelo Moreno e o zagueiro Léo, além de membros do então conselho gestor.  Pagamentos na era Wagner   A matéria do ‘Fantástico’ revelou que Daniel Gomes Sales, conhecido como Quik, ex-diretor da Máfia Azul e responsável pela TV da Organizada, aparecia na contabilidade do Cruzeiro com o valor de R$ 88 mil recebido no decorrer de 2018, e possuía contrato com o clube válido até dezembro de 2020 no valor de R$ 8 mil mensais. A China Azul, outra agremiação celeste, também possuía contrato válido até dezembro de 2020, pelo qual teria direito ao repasse de R$ 6 mil mensais a título de divulgação das marcas cruzeirenses em seus canais de mídia e redes sociais.

 

Fonte: O Tempo