CBF fará consulta geral a clubes da Série D para saber quem vai disputar torneio

Enquanto os times das Séries A e B do futebol brasileiro saem na frente dos demais quando o ano começa, a realidade não é a mesma para as divisões seguintes. Com orçamento e estrutura bem inferior, as equipes das Séries C e D vivem dificuldades semelhantes a cada ano. Em 2020, o quadro foi prejudicado com a pandemia do coronavírus, que reduziu calendário e fez os times ficarem sem a renda de jogos em casa, além de patrocinadores.  Pensando nisso, a CBF desembolsou valor na casa dos R$ 19 milhões para ajudar estas equipes. Manoel Flores, diretor de competições da entidade, revela que os clubes tiveram atendidas suas demandas sobre o formato das competições, buscando maior visibilidade e retorno financeiro. “Criamos as séries C e D de acordo com as demandas do mercado. Uma das mudanças foi fazer uma segunda fase de Série C mais interessante e uma primeira fase da Série D mais longa, indo de um mês e meio para três meses, de acordo com os contratos que os clubes fazem com os jogadores. São ações efetivas que a CBF tem tomado de acordo com o que foi pedido pelos clubes, na intenção de valorizar estas competições”, comenta. Enquanto na Série C, a situação parece mais estável e garantida, sem desistências, na Série D, é preciso acompanhar mais de perto para entender a realidade e não ser surpreendido com equipes que não terão condição de arcar com os compromissos que forem assumidos.  “Faremos uma consulta com os times para ter um termômetro da realidade e definir o quadro. Na Série C, os clubes solicitaram retorno no dia 8 de agosto, pediram para que o torneio acontecesse junto das séries A e B, isso facilitou o calendário. Na Quarta Divisão, vamos fazer uma consulta para ter um panorama geral mais claro”, detalha. Flores ainda garantiu que os dois torneios podem ter novidades de transmissão em breve. “Acreditamos muito no potencial destas duas competições e existe um interesse comercial por trás. Já temos conversas com mídias e podemos ter novidades ainda este ano”, revela.

 

Fonte: O Tempo