Caso Neymar: Barcelona anuncia vitória milionária sobre o Santos nos tribunais

O Barcelona anunciou, nessa terça-feira (7), que a Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) rejeitou integralmente o pedido de indenização de US$ 69,2 milhões (cerca de R$ 368 milhões) feito pelo Santos por causa da negociação envolvendo o atacante Neymar em 2013. O pedido do clube brasileiro foi motivado pelo fato de os catalães terem feito um pagamento antecipado de US$ 64 milhões para o pai de Neymar e para a empresa N&N, da família do atleta. “O CAS constatou que o contrato entre Santos e Neymar foi encerrado por acordo mútuo e que o Barcelona não desrespeitou o contrato de transferência quando pagou taxas adicionais ao pai do jogador e para a empresa N&N”, disse o Barcelona em uma nota. “O Barcelona não cometeu nenhuma conduta fraudulenta quando assinou um acordo de pré-transferência com Neymar nem quando assinou a transferência com o Santos”, completou. O comunicado acrescentou que o Santos havia sido ordenado pelo CAS para pagar as taxas legais do Barcelona no valor de US$ 21 253,99.  Suspeita de fraude e corrupção A transferência de Neymar para o Barcelona foi repleta de problemas legais, levando o Supremo Tribunal da Espanha a iniciar uma investigação de fraude e corrupção sobre o jogador, que negou qualquer irregularidade, acima do valor de sua transferência. A investigação também levou ao então presidente do Barcelona, Sandro Rosell, que intermediou o acordo, a renunciar em 2014. Ao lado de Messi e Suárez, Neymar passou por grandes momentos em quatro temporadas, antes de ser negociado com o Paris Saint-Germain por incríveis 222 milhões de euros. Apesar de todos os problemas, Neymar chegou a cogitar seu retorno para o time espanhol no ano passado. Não é descartada a possibilidade de uma nova investida do Barcelona ainda nesta temporada, apesar de o presidente Josep Maria Bartomeu ter dito que acha improvável uma oferta consistente para tirar Neymar da França por causa do impacto financeiro da pandemia da Covid-19.

 

Fonte: O Tempo