Andres Sanches confessa dolo em crime de apropriação indébita de FGTS no Corinthians

Na última sexta-feira, em entrevista coletiva, ao antecipar-se em responder questionamento direcionado ao diretor de finanças do Corinthians, o presidente Andres Sanches, ainda que de maneira involuntária, confessou, publicamente, dolo em crime de ‘apropriação indébita’ de FGTS:
“Não ter pago o FGTS, a culpa não é do financeiro, é minha”
“Eu fiz a opção de não pagar, infelizmente, porque eu tive outras prioridades, por exemplo, os salários, e nós deixamos de pagar”
“O processo de Fundo de Garantia é o Giovanni Augusto, que já estamos acertando”
“Assim que entrar o dinheiro do Pedrinho nós vamos quitar a maioria dos Fundos de Garantia de todo mundo, de todos os atletas… então, a opção foi minha”
Além de prática criminosa, deixar de depositar o FGTS possibilita a qualquer funcionário (inclusive os jogadores) a romper, unilateralmente, mantendo todos os direitos trabalhistas, o contrato com o patrão caloteiro.
Há um ano e meio o Corinthians não honra com o imposto, inclusive, dos funcionários mais humildes, apesar de jogar dinheiro fora em diversos negócios, como na montagem de um elenco de time sub-23 com mais de trinta jogadores.
Diz o art. nº 102, Letra I, do Estatuto do Corinthians:
“São atribuições do Conselho Fiscal: Denunciar ao Conselho Deliberativo e ao CORI erros administrativos ou qualquer violação da Lei ou do Estatuto, sugerindo as medidas a serem tomadas, inclusive para que possa, em cada caso, exercer plenamente a sua função fiscalizadora”.
Ou seja, mais do que reprovar as contas do clube, os conselheiros fiscais alvinegros tem poder para apontar o crime, confessado em rede nacional pelo presidente do Corinthians, sugerindo, se necessário, até seu afastamento do cargo.
O mesmo artigo, o de nº 102, estabelece em sua letra ‘K’:
“São atribuições do Conselho Fiscal: convocar o Conselho Deliberativo quando ocorrer motivo grave e urgente”
Por fim, o art. 106 expressa, claramente, nas letras ‘B’ e ‘E’ o enquadramento de Andres Sanches nos ‘motivos para requerer a destituição dos Administradores (Presidente da Diretoria e ou seus Vices-Presidentes)’, que independem da aprovação ou reprovação do balanço financeiro:
“b) ter ele acarretado, por ação ou omissão, prejuízo considerável ao Patrimônio ou à imagem do Corinthians;
“e) prática de ato de gestão irregular ou temerária
Parágrafo Único: O Administrador que tenha praticado ato de gestão irregular ou temerária será imediatamente afastado, após decisão da Assembleia Geral, e ficará inelegível pelo período de 10 anos”

Fonte: Blog do Paulinho